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12h01

Tecnologia e diálogo no combate ao jogo "Baleia Azul"

** Artigo foi publicado na edição de 22 de abril de 2017 do Jornal ATARDE.

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Por Ricardo Farias Junior

O jogo "Baleia Azul" se tornou um tema de extrema importância para toda a sociedade. A preocupação com nossas crianças e o quanto elas podem ser influenciadas a agirem de forma estranha, cometerem flagelos em seus corpos ou, até mesmo, suicídio, vem deixando pais e educadores em estado de alerta. 

Métodos para proteger nossos adolescentes tem sido apresentados e a grande maioria trata, principalmente, do aspecto social, em que os pais devem interagir com seus filhos e abrir o diálogo para perceber se eles estão sendo influenciados ou alertá-los sobre o perigo desse game que se alastra no mundo. 

E quanto aos artifícios tecnológicos? O que os pais podem fazer neste sentido para protegerem seus filhos? Esta questão é um desafio até para os especialistas em segurança. Existem ferramentas que atuam no monitoramento remoto do uso de smartphones, entre elas: TeenSafe (revela o que o usuário está postando nas mídias sociais e dar acesso a mensagens enviadas via WhatsApp), Controle Parental do Windows (limita o tempo de uso do computador, restringe uso de jogos e programas), K9 Web Protection (permite configurar buscadores, como o Google), PC Blindado (permite ver a tela do computador online), além dos programas Norton Family e Kidux. Tais alternativas apresentam inúmeras funções que permitem o acompanhamento dos adolescentes no ambiente digital, identificação de comportamentos suspeitos e tomada de uma atitude educativa.

FILHOS E PAIS

Mas, primeiro, temos de pensar que na grande maioria dos casos, os filhos tem um entendimento de tecnologia superior ao dos pais. Então, por mais que um pai configure uma solução de monitoramento ou bloqueio de acesso a aplicativos, o filho tende a achar uma forma de sobrepujar o controle ou ele pode encontrar facilmente com um dos amigos um dispositivo do qual poderá acessar as informações que ele queira. O segundo aspecto é que os mesmos mecanismos utilizados por nós para criar a nossa privacidade, também são utilizados para esconder as ações de pessoas mal intencionadas (neste caso estamos falando da criptografia das comunicações).

De forma prática parece que estamos em um beco sem saída. Não conseguimos monitorar o que nossas crianças fazem, temos menos conhecimento tecnológico do que elas e as ferramentas existentes criaram mecanismos para garantir nossa privacidade, mas também para protegem os criminosos. Enfim, além de partirmos para o diálogo, nos resta solicitar a cooperação das principais ferramentas de comunicação na internet que atuem na identificação e ajudem na prevenção de que novas vítimas sejam feitas a partir deste jogo desumano, o “Blue Whale”, que já faz vítimas no Brasil. 

 

Ricardo Farias Junior é CEO da empresa BR Defender, bacharel em Ciência da Computação pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), Especista em Segurança da Informação, Auditor Lider ISO 27001 e professor de Redes e Segurança da Informação da ESR/RNP (Escola Superior de Redes da Rede Nacional de Pesquisa). 

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